| 6-29-2004 |
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Celulares podem reduzir
fertilidade masculina, diz estudo
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Caroline
Ryan
de Berlim |
Homem usa telefone celular
Impacto de celular na saúde vem causando polêmica
há anos
Andar com um telefone celular pode afetar significativamente
a fertilidade
masculina, segundo cientistas húngaros.
Pesquisadores da Universidade de Szeged dizem que a radiação
dos telefones
podem reduzir em um terço o número de espermatozóides.
A pesquisa, apresentada em reunião da Sociedade Européia
para a Reprodução
Humana e Embriologia, na capital da Alemanha, Berlim, incluiu
mais de 200
homens.
Mas alguns especialistas criticaram a pesquisa, dizendo
que ela não levou em
conta outros aspectos da vida dos homens.
O estudo húngaro é o primeiro a analisar como
a radiação eletromagnética de
celulares pode afetar os espermatozóides.
Os homens que mantiveram o telefone ligados "em standby" o
dia todo tinham
cerca de um terço menos espermatozóides do
que os que não mantiveram.
E foi constatado que os espermatozóides restantes
se movimentavam de maneira
anormal, reduzindo as chances de fertilização.
Os pesquisadores dizem que sua descoberta sugere que os
celulares têm "um
efeito negativo" sobre os espermatozóides e a
fertilidade.
Críticos
Hans Evers, ex-presidente da sociedade, disse que a pesquisa "levanta
mais
perguntas do que respostas".
Isso pode incluir questões como se os homens afetados
vieram de uma classe
social diferente ou estão em uma faixa etária
diversa daquela dos homens não
afetados.
Também não está claro se os homens
afetados carregam seus celulares em
bolsos da calça, perto do corpo, ou em maletas, longe
do organismo.
"Esses fatores teriam um efeito considerável
sobre o resultado da pesquisa",
disse Evers.
Para ele, "telefones celulares estão relacionados
a certos estilos de vida e
podem estar ligados a estresse, a um homem de negócios
muito ocupado
correndo de um escritório a outro, com muitas preocupações
de todo o tipo".
"E sabe-se que isso contribui para a redução
do número de espermatozóides e,
se comparado a agricultores vivendo ao ar livre, no campo,
e não carregam
nenhum telefone celular, você pode explicar a diferença
de forma
completamente diferente", concluiu Evers.
O especialista europeu disse que a única forma de
se obter um quadro mais
claro seria realizar um estudo mais específico que
verificasse apenas o
impacto dos telefones celulares sobre espermatozóides.
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moun@moun.com |