O
início desta manhã, não foi
um dos melhores para mim da mesma forma que não
deve ter sido para milhões de haitianos.Isto,
devido à simples razão de que a leitura
do relatório referente à reunião
de ontem, na Jamaica, entre Jean Bertrand Aristide,
o Primeiro Ministro P.J.Patterson e demais líderes
do Caricom, nada fizeram além de propor a continuação
da eterna charada ao redor da situação
haitiana.
Hoje,ninguém
no Haiti pode se pagar o luxo de perder tempo e ,
ainda menos , de se fazer passar por burro por aqueles
que nos estimulam a resolver nossos problemas, quando
isto se faz conveniente. Há algo
que está iminentemente bem claro: Aristide deve
sair!
É condição imperativa que se
compreenda que o povo haitiano não dispõe
mais de doses intermináveis de paciência
em relação aos ditadores ou com suas
táticas demagógicas, haja visto sua já longeva
fome. Sendo assim, eles nada têm a perder!
O
Sr. Aristide já atingiu o ponto da retroação
e deve, portanto,deixar o poder! É um absurdo
que as negociações sejam mantidas pelo
Caricom, haja visto que esta organização
não goza de boa reputação nos
países, por nós apelidados de "Cúmplices
Caribenhos", e os haitianos não estão
dispostos a perdoar uma sustentação cega
que foi trazida a Aristide ao longo dos últimos
anos.
O
povo haitiano desconfia do Caricom e tende a ver
seus
líderes como oportunistas, que buscam apenas
o momento certo para tirar proveito , efetuando assim,
bons negócios. Apenas Orlando Marville pode
ser respeitado pela sua justiça e veracidade
de opinião.
A
oposição jamais alcançará um
acordo negociado com Aristide, assim como a OEA, conhecida
no Haiti como a "Organização Dos
Empregados de Aristide", tenha arrastado os problemas
há três anos, e ainda nos convida a utilizar
os mesmos métodos ultrapassados, objetivando
um recomeço embasado na mesma farsa, dando chance
a Aristide de ganhar tempo a fim de se aliar a outros
métodos tortuosos e de se" enganchar" novamente
no poder.
O
Caricom anunciou que imporá sanções
contra o país, se Aristide não respeitar
as condições da nova proposta que se
comprometeu a colocar em prática.
Pensemos
juntos: Inicialmente, quais sanções
impostas pelo Caricom teriam impacto suficiente para
forçar o ditador Aristide a manter suas promessas?
Caricom
não faz negócios importantes
com o Haiti; logo estas sanções não
representam qualquer ameaça para o governo em
questão.
A
menos que se queira expulsar O Haiti da Comunidade,
fato
que na minha opinião, não é de
fato, preocupante.
Em
segundo lugar, quando foi que Aristide, o tirano,
respeitou
qualquer que fosse o acordo assinado nos últimos
quinze anos?
Em terceiro lugar, desde quando se negocia com bandidos
e escroques?
Isto
equivale a dizer que, eventualmente, a ONU entraria
em negociação com alguém como
Osama Ben Laden. Puro delírio!
A
leitura deste tipo de histórias provoca calafrios
nas costas; ouvimos falar de uma reunião para
avaliação,dia 15 de março, já antevendo
que a mesma nos levará a uma reunião
subseqüente em junho ou julho, desnorteando a
população e dando a Aristide e seus comparsas,
mais tempo para seu regime totalitário mais
tempo ainda para a dilapidação profunda
dos cofres públicos, visando a comprar os KURZBANS
(Advogado e lobista de Aristide nos estados unidos)
deste mundo.
O
que é entristecedor é que os haitianos
continuarão a ser assassinados no meio da rua,
enquanto que os líderes do Caricom permanecerão
cegos e surdos diante da gravidade do momento presente.
Continuarão com seus esforços para tentar
manter no poder, um regime autoritário, tendo
na liderança, um notório traficante de
drogas, terrorista e psicopata.
Assim
sendo, o Caricom nos leva a crer que há uma
esperança de mudanças no governo de Aristide.
É preciso ser portador de uma ingenuidade transbordante
para acreditar que este tipo de mudança poderia
ocorrer em apenas algumas semanas , após onze
anos de péssima conduta!
Numa
tentativa de contornar a atual situação,
o Caricom nada faz, além de acelerar o inevitável.
Segundo
os psiquiatras, passada a idade dos sete anos, as
pessoas não mudam mais, pois suas personalidades
já estão formadas, e um psicopata não
possui a consciência ou qualquer senso de culpa,
e menos ainda, remorsos.
Por
conseguinte, quando lemos as notícias ,
relativas a reuniões, como esta na Jamaica,
a perspectiva de um novo turno de manutenção
estéril acompanhada de finos vinhos e de suntuosos
jantares, nos faz tremer, já que, de tempos
em tempos,a crise nada fará, além de
ganhar amplitude, nos conduzindo inexoravelmente a
um banho de sangue.
Hoje
acabamos de saber que a manifestação
anti-Aristide acaba de ganhar as ruas, o que nos faz
crer que haja muitas mortes, e outras derrapagens que
nada fazem além de atiçar a cólera
do povo.
A
questão é: De quanto sofrimento e
destruição se fazem necessários
para a compreensão internacional de que o regime
atual não pode mais permanecer, pois se encontra
em sua fase terminal, e que novas negociações
não são mais possíveis?
O único ponto que pode ser negociado é a
data e os detalhes da partida de Aristide, além
da data e local de seu julgamento realizado por um
tribunal competente.
OS
LÍDERES DO CARICOM AGEM COMO CRIANÇAS
QUE BRINCAM COM A DINAMITE; É SEMPRE MUITO DIVERTIDO
ATÉ O MOMENTO EM QUE ALGUMA DELAS EXPLODE, DE
FORMA FATAL.
Miami,
Florida
Domingo, 01 de fevereiro 2004
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